
Onésimo dos Santos
Natural de Sabará, nasceu em 1900 na Rua da Intendência, onde sempre viveu. Faleceu em 3 de Setembro de 1967.
Cursou o primário no antigo Grupo Escolar, onde hoje se encontra o Fórum local.
Foi alfaiate por mais de vinte anos, também foi pedreiro, maquinista de Pontes Rolantes e Instrutor na Companhia Belgo Mineira.
Fazia parte da Sociedade Musical Santa Cecília, tocando saxofone e clarineta.
Desde muito criança, vivia de lápis e papel na mão, desenhando em qualquer pedacinho que encontrasse. Estudou desenho com a professora Conceição Ferreira, dedicando-se depois inteiramente à pintura.
Onésimo dos Santos possuia uma personalidade rica e múltipla, debaixo de sua encantadora modéstia e simplicidade.
Durante a estada em Sabará do Mestre Guignard, Onésimo se tornou uma espécie de assistênte, e passou a se interessar pela pintura. Artista como era, foi-lhe fácil assimilar os segredos da arte de pintar.
Em 1945 e 1952 tomou parte em vários salões da Prefeitura de Belo Horizonte, obtendo prêmios. Participou da mostra coletiva de artistas brasileiros na inauguração do Museu de Arte Moderna no RJ. Nesta ocasiao o famoso Portinari parou diante de uma paisagem de sua autoria e perguntou quem era o seu autor. Mais encantados ainda ficaram outros mestres da arte ao saberem que se tratava de um quase auto-didata, que tão bem sabia reproduzir paisagens de Sabará, marcadas pelo século XVIII.
Os seus quadros e desenhos por aí estão ornamentando salas de belas residências e ilustrando livros. A sua personalidade está perpetuada pelo apreço que dedicou à Arte e pelo empenho que teve em transportar para a tela paisagens e monumentos de sua terra natal.
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