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TRAGÉDIA ENCHE DE DOR O CARNAVAL DE SABARÁ
 

O clima de festa que poderia ter “tomado conta” do Carnaval de Sabará só durou até a noite de sábado, dia 2.

A alegria deu lugar à tristeza quando pouco depois da meia-noite de domingo, dia 3, um trio elétrico que puxava o desfile do bloco Mama África perdeu o freio ao descer a rua Borba Gato, em frente à Câmara Municipal, atingindo os foliões. O acidente matou no local Mariana Nascimento Mosqueira, de 11 anos, que foi atingida pela roda traseira do caminhão, e a prima dela, Estefânia Cristina Mosqueira, de apenas 6 anos, que chegou a ser levada para a Santa Casa de Sabará mas não resistiu aos ferimentos e faleceu pouco tempo depois. As outras 12 vítimas, entre elas a mãe e o pai de Mariana, foram levadas para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

O sabarense Edmilson Rodrigues Lima, de 21 anos, brincava o Carnaval com amigos no momento do acidente. Transtornado, ele contou o que viu à Folha de Sabará. “Estávamos eu e meus amigos pulando atrás do Bloco Mama África. Por volta de 0h15, quando o responsável pelo bloco já estava se despedindo do público, vi o caminhão descendo e o pessoal gritando e correndo de forma desesperada. Cheguei a ver uma menina com a cabeça próxima à roda do caminhão. Tinha muito sangue e cheguei até a vê-la dando seus últimos suspiros. Vi também uma mulher com seu antibraço praticamente dilacerado. Fiquei transtornado com tudo isso e, ao mesmo tempo, me senti um inútil vendo tudo sem poder fazer nada para ajudar. Agora, mal consigo dormir porque a cena me vem a cabeça”, relatou.

O desespero tomou conta dos foliões. Todos queriam saber o que estava ocorrendo. O socorro não demorou. Em cerca de cinco minutos, Corpo de Bombeiros, ambulâncias e viaturas da polícia já estavam no local para atender as vítimas. O prefeito Sérgio Freitas também compareceu. Um cordão de isolamento foi criado pela polícia para conter os curiosos.

 

Veículo  foi aprovado em vistoria

O caminhão que causou o acidente é um trio elétrico modelo 608 Mercedes Benz, de placa GPZ 5006. O veículo é da empresa Apollo LTDA, de BH, que foi contratado pela prefeitura após vencer licitação. Conforme a assessoria de comunicação da prefeitura, o veículo passou por uma vistoria técnica da polícia e do Corpo de Bombeiros, no qual foi atestado o preenchimento de todos os requisitos técnicos legais para a prestação de serviços. A prefeitura só contratou a empresa Apollo após a apresentação da documentação da polícia.

Ainda segundo nota da assessoria, o motorista que conduzia o caminhão de som, Márcio Aparecido Silva, teria perdido o freio, atingindo alguns foliões pela lateral da rua. Ele teria explicado que engatou a ré e soltou a embreagem, conseguindo assim parar o veículo. Após prestar depoimento, Márcio foi encaminhado para o Instituto Médico Legal onde se submeteu a exame toxicológico e de teor alcoólico. O resultado ainda não foi divulgado já que pode demorar até 30 dias. Conforme informações preliminares do delegado da Seccional de Sabará, Afrânio Vasconcelos  os exames foram feitos apenas por precaução já que o motorista não apresentava sinais de embriagues. A Folha de Sabará tentou entrar em contato com o motorista que não foi localizado.

Ainda conforme informações do delegado Afrânio, na última terça-feira, dia 12, peritos analisaram o trio elétrico para constatar se houve falha mecânica ou humana. O laudo deve sair em dez dias. As vítimas do acidente e as testemunhas estão sendo intimadas para prestar depoimentos

 

Luto

No domingo pela manhã, o prefeito Sérgio Freitas concedeu uma entrevista coletiva à imprensa. O chuveirão foi cancelado e o som mecânico foi substituído por uma torre de som utilizada durante o desfile das escolas de samba realizado somente na terça-feira à noite. O tráfego de trios elétricos também foi proibido e um dia de luto foi decretado. Na manhã da segunda feira, dia 4, o prefeito fez nova reunião comunicando a saída da prefeitura da festa carnavalesca com o cancelamento de todos os shows contratados por ela, decretando de vez luto oficial. O prefeito, mesmo saindo do Carnaval, garantiu a segurança dos foliões. “Minha decisão foi em respeito às famílias das vítimas”, explicou.


Repercussão

O acidente teve repercussão nacional. Os principais jornais e programas jornalísticos de Minas e do Brasil, como o Fantástico, o jornal Folha de São Paulo, A Tarde - BA, divulgaram o acidente.

 

Familiares e amigos se despedem das vítimas

Amigos, familiares, e autoridades da cidade compareceram na tarde de domingo, dia 3, ao velório da Santa Casa para a despedida às primas Mariana, 11, e Estefânia, 6, mortas na tragédia. “A família está totalmente sem chão. Nossos vizinhos e familiares estão todos nos dando força e a prefeitura toda a assistência. O que aconteceu foi uma tragédia mas acho que faltou segurança, pois as meninas estavam muito perto do caminhão e não sabemos o estado que estava o veículo”, desabafou a tia das meninas, Maria Aparecida Lima Mosqueira.

Em estado de choque durante o velório, o pai de Estefânia, Afonso Cláudio Soares, de 45 anos, falou de forma breve com a Folha de Sabará. “Parece que estou tendo um sonho mas, infelizmente, é a realidade. Tenho que pedir a Deus força para suportar essa perda, pois ainda tenho uma filha para criar”. A mãe, Elenir Mosqueira, inconsolável, preferiu não conceder entrevistas.

A balconista, amiga da família, Ivonilde Silvério, de 46 anos, demonstrou sua indignação com os foliões que pularam o Carnaval nas manhãs do domingo, poucas horas após o acidente. “O que mais nos chocou foi que muita gente teve a coragem de sair se divertindo pelas ruas no domingo, mesmo depois que o prefeito pediu um dia de luto. O que chocou também foi a falta de solidariedade de muitos. Teve gente conhecida que teve a coragem de sair nos blocos fazendo folia”, revelou. O prefeito Sérgio e a sua esposa Sônia também compareceram ao velório. “Vivi este problema desde o início e gostaria que isso não tivesse acontecido. Peço a Deus que dê conforto à família nesse momento tão difícil”, disse o prefeito.

A prefeitura disponibilizou um assistente social para prestar atendimento às famílias das vítimas. Agentes da saúde e funcionários da prefeitura também acompanharam os trabalhos no IML e no Pronto Socorro.

Os corpos foram sepultados no início da noite sem a presença dos pais de Mariana, que ainda estão hospitalizados.
 
Edição: 662
Postado em: 2/26/2008 2:57:07 PM
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