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KAQUENDE CHEGA REVITALIZADO AOS 250 ANOS
 

 


Chafariz do Kaquende comemora 250 anos de “cara nova”

Amanhã, dia 29 de setembro, o prefeito Sérgio Freitas entrega à população mais uma etapa do Programa de Requalificação do Núcleo Histórico de Sabará com a restauração e a revitalização do Largo da Bola e do Chafariz do Kaquende, que comemora 250 anos.
Os chafarizes foram os primeiros equipamentos públicos implantados nas antigas vilas mineiras, para atender uma das suas principais necessidades: o abastecimento de água. Com o passar dos anos, foi criado um sistema de abastecimento de água domiciliar, e os chafarizes perderam sua função principal inicial, passando a ser elementos que embelezavam os espaços públicos.
O chafariz do Kaquende, construído em 1.757, havia perdido algumas características originais de sua fachada como a coroa e o escudo de armas portuguesas esculpidas em pedra-sabão, que ficavam acima das duas bicas. Este brasão teria sido arrancado na euforia pela proclamação da Independência do Brasil, em 1822. O brasão continha também a inscrição em latim E.T.S.D.A.D., que significava “O Povo de Sabará Entrega Em Nome de Deus Esta Obra”. Já a coroa manteve-se intocada em função de representar o império que se instalava no Brasil naquela época.
Com o passar dos séculos, nem mesmo as cores do chafariz eram as mesmas. Segundo o gerente de Patrimônio Cultural e Natural de Sabará, Reginaldo Barcelos, o objetivo da revitalização foi justamente deixar o chafariz com seus traços originais. “Foram feitos estudos e agora o chafariz voltará a cor que tinha quando foi construído, um cinza esverdeado, parecido com a cor de pedra ardósia”. Para ele é uma vitória para Sabará ter um chafariz jorrando água de boa qualidade. “A água que sai do chafariz tem a aprovação do Ministério da Saúde e passa por monitoramento para dar a população garantias de consumo. Em tempos de crise de abastecimento de água, ter um chafariz com água potável, gratuita e de boa qualidade, é um privilégio”.
Para comemorar a revitalização do Kaquende e do Largo Jogo da Bola haverá uma programação especial neste sábado. A abertura será às 14h com o lançamento do Carimbo Postal dos Correios, em homenagem aos 250 anos do Chafariz e descerramento de Placa Comemorativa. A programação segue até às 18h30 com a Orquestra de Cordas Dona Ritinha, Grupo de Capoeira, Folia de Reis, Guarda de Marujos São Sebastião, de General Carneiro,
Coral Raio de Luz, hip hop, Banda Santa Cecília e, às 18h30, Cine Kaquende. 


O Largo do Jogo da Bola e o seu Chafariz

*José Bouzas


O Chafariz do Caquende ( Kakende ou Kaquende), construído em pedra, com duas pequenas torres e a tradicional cruz ao alto, com uma grande bacia, desgastada pelo tempo, tem na parte posterior um canal fechado, também em pedra para receber a água. Tem este nome por causa da sua proximidade com a região onde existiu o antigo Mercado de Escravos, uma construção semelhante à que ainda se encontra em Diamantina. Ali podia se comprar e vender açúcar, sal, carne, mandioca, cachaça, fumo, rapadura, cavalos, burros, mulas, mas o seu forte era o comércio de escravos, vindos pelo Rio das Velhas, transportados em antigas barcaças, pequenos barcos e navios, ou, às vezes, mas muito raramente, a pé, pelos caminhos reais.
Uma das tradições sabarenses explica que, na linguagem popular, resultado da miscigenação portuguesa, africana e indígena, a denominação do local,comumente chamado pelos mercadores como “onde se vende ”, passou pela forma mineiramente simplificada de “ Caa se vende”, e daí para “ Caquende” foi um pulo.
Até bem pouco tempo, na tarja central do chafariz, em pedra sabão esverdeada, havia a inscrição: “PSDAD 1757”, que transcrito em latim dizia: “Populum Sabarensis Donatio Anno Dominum 1757”, gravada debaixo de onde existia uma coroa com as armas portuguesas, destruída após a independência do Brasil . Traduzindo, significa: “O Povo Sabarense doou no ano de Jesus Christo de 175”. Esta informação foi extraída da cópia de uma anotação encontrada dentro de um livro da escritora Lúcia Machado de Almeida, “Passeio a Sabará”, mulher de Dr. Antônio Joaquim de Almeida.
O Largo do Jogo da Bola, onde está o chafariz, é uma denominação do início do século XX, pois com base em documento da Câmara, até meados do século XIX, o local era chamado simplesmente de largo “Atras do Xafaris”. Convenhamos; o nome dado no século XX é bem mais bonito e gracioso!
Em Sabará, a água do Caquende é captada próximo ao chafariz , cerca de 150 metros, em um “beco” que vai para o São Francisco, parcialmente preservado - um dos poucos que restaram na cidade -, merecendo por isso um tratamento condizente com a sua condição de herdeiro de outros charmosos becos que aqui existiam.
Encontramos ainda alguns chafarizes domésticos em velhas casas, como o da Casa Azul, do solar do Padre Corrêa, hoje prefeitura, do Hospício da Terra Santa, hoje residência particular, e do velho solar de Dona Ilda de Carvalho, herança da família do senhor Jurandir Lamego.
Podem ser encontradas ainda, espalhadas pela cidade, pequenas e valiosas “bicas” d’água, utilizadas pelos moradores próximos, para se abastecerem de água pura. Quase sempre pura!

*
José Arcanjo do Couto Bouzas é Professor de História, Chefe do Depto. Cultural da Faculdade de Sabará e Membro do IHG. de MG e de Sabará.

As lendas do Chafariz


Muitas são as lendas sobre o Chafariz do Kaquende. Conforme informações do historiador José Bouzas, uma delas diz que sua nascente está bem embaixo do alta-mor da igreja franciscana. “Podemos acreditar nisso, porque é um milagre mesmo até hoje o famoso chafariz jorrar, sempre no mesmo volume, água pura e fresca pelas duas gárgulas, matando a sede do povo sabarense e dos turistas. Diz a tradição que, depois de beber o seu precioso líquido, o visitante voltará sempre à cidade”, comenta.
No livro de Lucia Machado de Almeida encontra-se o registro de uma lenda sobre um “fantasma que sai das suas gárgulas lá pela meia-noite, devorando pessoas e engravidando moças e, após o serviço, retorna a seu refrescante descanso”.
Outras lendas povoam o imaginário popular. “Por falar nisso, tem muito sabarense, antigo freqüentador do chafariz, que não bebe, de jeito nenhum, a água que sai da gárgula à esquerda de quem olha para o bebedouro. Não sabemos bem porque, mas esta supertição é velha”, revela Bouzas.
O “milagre” do Caquende existe ainda por causa de dois conscientes vereadores, que, de acordo com Bouzas, no início do século XX não deixaram vir abaixo aquele bebedouro público, pois a Câmara pretendia canalizar a sua água até o edifício próximo - a antiga Casa da Câmara e Cadeia - para matar a sede dos presos, dos nobres vereadores e do Tribunal do Júri, ali instalados.

Casario vizinho ao Kaquende também é revitalizado 

A lei 1374, assinada na gestão do prefeito Sérgio Freitas, possibilita a prefeitura revitalizar imóveis particulares de importância histórica. No Largo da Bola já foram restauradas 11 casas coloniais, obra patrocinada pela prefeitura em parceria com quatro comerciantes e com o apoio da Escola de Arquitetura da UFMG. As obras abrangeram a pintura das fachadas, troca de janelas, portas e revestimento, e conserto dos telhados. Empresas sabarenses como a Face Color Tintas, Nacional Mármores e Granitos, Depósito de Construção Construcentro e Mega Construtora estão ajudando na obra que foi orçada em R$ 160 mil.

Outro benefício para o Centro Histórico será a assinatura de um convênio entre a Eletrobrás, Cemig e prefeitura, para a retirada de toda a fiação aérea das ruas Kaquende, São Pedro, República, Comendador Viana, Borba Gato, Intendência, Carmo e praças Melo Viana e Santa Rita. A eletrificação será subterrânea e serão instalados postes decorativos, em forma de lampião. No dia 3 de outubro, às 17h30, será firmado o convênio e as obras começarão no dia seguinte à assinatura do documento. O custo estimado é de R$ 2 milhões e a maior parte será bancada pela Eletrobrás. Além disso, está previsto também, uma iluminação especial, de efeito cênico, para realçar os contornos da arquitetura de igrejas, capelas e prédios públicos dos séculos XVIII e XIX.

Vizinhos do Kaquende comemoram as obras

“Eu nasci em Sabará e acho que a preservação é necessária, não só aqui mas em toda o município. Gosto de ver minha cidade preservada, até porque eu vivo de turismo e retrato as belezas de Sabará em meus quadros”.
Davi Jupira, 53 anos, artista Plástico.

“Eu moro há 42 anos em frente ao Kaquende, e acho as lendas lindas. O folclore de Sabará é muito rico. Esse chafariz é único em Minas Gerais, ele sempre jorrou água, nunca secou. Por isso essa revitalização é importante, o chafariz já estava pedindo socorro”.

Maria Marta Nunes, 65 anos, professora aposentada e artesã.


Toda a região imediatamente a direita dos rios das Velhas e Sabará era conhecida por Kaquende. Referindo-se a região ,diziam: "Cá aquém do Rio das Velhas", expressão que, para muitos, teria originado a palavra.

 

 

 
Edição: 647
Postado em: 9/28/2007 11:44:20 AM
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