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CULTURA

O ÚLTIMO ENFORCAMENTO EM SABARÁ

No dia 13 de abril de 1858 subiram ao pátibulo, Rosa e Peregrina, que haviam assasinado sua senhora, D. Maria Pinto Teixeira, esposa do coronel Jacinto Pinto Teixeira, crime ocorrido no sobrado da atual Biblioteca Pública Municipal. Outras execuções ocorreram em Sabará, mas nenhuma empolgou tanto a população como essa.

A tradição oral assim narra o crime e castigo: Num domingo, depois da missa, em casa do Coronel só se encontravam D. Maria e as escravas, Rosa e Peregrina, e, no tronco uma outra escrava. Era hora da sesta do almoço.

D. Maria, desfiando as contas de um rosário, dormitava; nenhum ruído, apenas de quando em quando, o silêncio era quebrado pelas lamentações da escrava martirizada. De tão comum, as cenas de martírio, na abjeção do cativeiro, não mais impressionavam D. Maria. De repente, uma das escravas, munida de uma mão de pilão, derruba-a com a cabeça aberta. Vai ao bolso da saia da Senhora morta, tira a chave do tronco, desce ao terreiro e liberta a escrava que lá se achava.

Chegam depois os que andavam fora de casa. A notícia se espalha pela cidade causando horror aos senhores de escravos, com um misto de aplauso e piedade dos bons senhores, que se revoltam contra os castigos bárbaros que se afligiam todos os dias,- vergonha aos que nada poderiam fazer para coibir assuntos dos pontetados, ilusória esperança nas almas sofredoras da escravidão...

O processo corre os torturosos caminhos da canhestra justiça do tempo. O advogado José Marciano de Aquino, amante da escrava assassina, mulato inteligente, como supremo recurso de rabulice, incita a companheira que se achava na casa e que era inocente, a confessar parceria no crime, porque seria mais fácil a defesa...

Mas, o Coronel Jacinto Pinto Teixeira, de largas posses e relações, consegue a condenação de ambas! Foi a vitória dos escravocratas contra o martírio do escravo. Era natural que vencesse o mais forte. No dia 13 de abril são levadas da prisão do largo do Rosário para o Oratório da mesma Cadeia.

Dois padres as acompanham exortando-as ao arrependimento. A que confessara sua parceria para atenuar a pena da outra, não se cansa de proclamar sua inocência. No dia seguinte pela manhã, na igreja de Santa Rita, as duas assistem ao santo sacrifício da missa e comungam, formando-se depois o cortejo que devia conduzi-las ao pátibulo.

No largo de Santa Rita aparecem curiosos, extenuados da vigília da dor que toda a cidade fizera. Forma-se o cortejo; à frente a Irmandade da Misericórdia com sua bandeira, depois dos serventuários da Justiça, o Juiz Municipal, dr. José Leite Costa Belém, os meirinhos, o carcereiro. Um pouco atrás, cercados por soldados, o carrasco Fortunato.

Logo após os sacerdotes e as rés, algemadas, arrastando correntes, vestidas de panos de dó. Fechando o cortejo, mais soldados com tambores e clarins.

Por detrás das rótulas das ruas do trajeto coavam-se gemidos e soluços... Lentamente o cortejo dirije-se para o local onde se alteava a Forca.

Sobe as escadas do pátibulo a verdadeira criminosa; ajoelha-se aos pés do sacerdote, beija o crucifixo que ele lhe apresenta; adianta-se o carrasco e passa-lhe o laço ao pescoço e projeta no espaço a infeliz cujo corpo entra a se contorcer no instante último da vida! Mas a justiça dos homens não está satisfeita. É chegada a hora do suplício daquela que toda cidade dizia e era inocente.

Sobe ao pátibulo, beija desalentada a imagem do Redentor, e pela última vez clama sua inocência. O carrasco compõe o laço e dá um empurrão ao corpo que é projetado no espaço, debaixo da ansiedade do povo... mas,supremo desígno de Deus! ouve-se um estalido...

A corda tinha arrebentado! Emociona-se e movimenta-se a multidão: a bandeira da Misericórdia cobre o corpo desmaiado da ré. Costa Belém se irrita, faz rufar forte os tambores, transmite ordens à tropa e ao carrasco; leva-se de novo a ré ao tablado, atam-lhe corda nova ao pescoço, e dentro de instantes, é entregue à Irmandade da Misericórdia o corpo da segunda justiçada daquele dia! Foi a última vez que a forca se ergueu em Sabará!!

 

LENDAS
O último enforcamento em Sabará
 
Estrada Real