
O Chafariz do Kaquende, edificado no ano de 1757, não tem a mesma imponência do Chafariz do Rosário. Todavia, tem suas características próprias.
Todo construído em pedra, é um conjunto singelo, mostrando ao alto das bicas, precioso trabalho de escultura em pedra no qual se destacava a coroa imperial, criminosamente mutilada por fanáticos, ao que consta, quando da Proclamação da República.
Abaixo dessa coroa, pintadas sobre a pedra do medalhão, as armas imperiais ainda são visíveis.

A água do Kaquende, segundo os antigos, nasce debaixo da Igreja São Francisco. Ela vem canalizada até as bicas, apresentando uma limpidez imutável, mesmo no tempo das chuvas, e mantém-se sempre na mesma temperatura, sob quaisquer circunstância atmosféricas.
É uma água oligomineral, contendo elementos que se combinam harmoniosamente, segundo análises rigorosas já procedidas.
A crendice popular admite que a água do Kaquende desaparecerá, quando mãos humanas tentarem restringir ou controlar o seu uso. Também dizem: "Quem dela beber, voltará sempre a Sabará". 
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